O futuro do ser humano diante do crescente sedentarismo tecnológico
Enviada em 05/01/2026
Na obra “ensaio sobre a cegueira” do autor José Saramago, é retratada sobre a invisibilidade de certos problemas da sociedade. Na realidade brasileira, a crítica do autor é verificada no futuro do ser humano diante do sedentarismo tecnológico, o que resulta em grandes prejuízos. Com isso, emerge um problema sério, em virtude do aumento de doenças crônicas e da passividade social.
Precipuamente, é fulcral pontuar o aumento do risco de doenças como um fator problema. Segundo a OMS, Organização Mundial da Saúde, “o uso excessivo de tecnologias favorece o sedentarismo e prejudica a saúde”. Seguindo essa linha de raciocínio, é notável que a utilização exarcebada dos meios digitais acarreta a saúde humana, visto que o corpo social deixa de praticar atividades físicas, o que contribui para o sedentarismo, e consequentemente, ocorre um alto risco de doenças. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura urgentemente.
Ademais, é imperativo ressaltar a passividade social como outro impasse. De acordo com Zygmunt Bauman, a tecnologia tende a substituir o movimento humano, incentivando a passividade. Partindo desse pressuposto, evidencia-se que o principal responsável pelo sedentarismo é o próprio ser humano, haja vista que os mesmos optam por não modificar seus hábitos, visto que os pais incentivam as crianças ao uso contínuo do celular para o entretenimento sem controle ou mediação. Tal prática dificulta o desenvolvimento físico e cognitivo da criança. Tudo isso retarda a resolução do empecilho já que a passividade social contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Portanto, é indispensável intervir sobre esse cenário, para isso, o Estado em parceria com profissionais de Educação física, deverá fazer campanhas públicas de incentivos a prática de atividades físicas em espaços urbanos, a fim de diminuir o índice de doenças crônicas. Tal ação, pode, ainda, incentivar as pessoas a se exercitarem. Paralelamente, é preciso intervir sobre a passividade social, diante disso, o Ministério da Educação deverá fazer palestras de conscientização nas escolas, para que os pais fiquem cientes do risco do uso excessivo de telas. Dessa maneira, será possível superar a cegueira social de queSaramago havia mencionado.