O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 10/08/2022
Manoel de Barros, grande poeta pós-modernista, criou em suas obras uma “teologia do traste”, cuja principal característica reside em dar importância a situações frequentemente esquecidas ou ignoradas. Seguindo a lógica barrosiana, faz-se preciso, portanto, analisar os impactos da exposição as telas no desenvolvimento infantil. A fim de mitigar os males relativos a essa temática, é importante observar a negligência Estatal e a educação brasileira.
Mormente, é indubitável que a questão constitucional esteja entre as causas da adversidade. Nessa perspectiva, segundo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Analogamente, o Estado rompe essa harmonia, tendo em vista a escassez de investimento em programas, como palestras, que tenham intuito de adversar a exposição aos monitores na infância, que por consequência gera efeitos maléficos a saúde do indivíduo, por exemplo, compulsão alimentar, problemas de postura e insônia. Logo, é imprescindível uma intervenção Estatal.
Ademais, a falta de preparo das redes de ensino contribui para o problema discorrido. Nesse sentido, é lícito referenciar o pensamento do filósofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Sob essa ótica, é necessária a criação de planos pedagógicos, mesas de debates e feiras instrutivas, que tenham como objetivo alertar sobre a saúde psíquica na infância, que pode ser prejudicada pelo uso excessivo das telas. Sendo assim, faz-se necessário amparo e apoio, por parte da escola, para formação de uma geração mais autoconsciente.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação- principal órgão responsável pela elaboração e execução do ensino- criar campanhas e palestras que leve informações aos pais sobre os efeitos do uso excessivo das redes, por meio de uma lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Esperasse que, assim, seja freado o impacto da exposição as telas no desenvolvimento infantil e que a “teologia do traste” não permaneça apenas no campo literário.