O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 08/08/2022
A série “Todo mundo odeia o Chris” mostra como a insersão da televisão no ambiente familiar afetou as crianças nos anos 80. Com o passar do tempo, assim como na obra ficcional, os aparelhos tecnológicos e digitais ganharam cada vez mais espaço nos lares, como forma de lazer ou educação. No entanto, a exposição excessiva a telas traz impactos nocivos no desenvolvimento infantil, seja em razão do risco de sedentarismo, seja pelo alto potencial de dependência.
Antes de tudo, é preciso observar a nocividade do vício em eletrônicos na infância. Sob esse viés, a Organização Mundial da Saúde classificou o vício em jogos eletrônicos como doença e alertou para o perigo dessa condição. Isso ocorre pois o consumo constante desses recursos promove uma alta liberação de dopamina no cérebro, causando uma grande sensação de prazer e recompensa que pode gerar dependência. Com isso, a criança afetada passa a ter dificuldades para realizar atividades saudáveis relacionadas aos estudos ou a prática de esportes, em função da necessidade constante de se dedicar aos jogos.
Outrossim, é válido pontuar o uso indiscriminado de telas como impulsionador do sedentarismo na infância. Nesse contexto, uma pesquisa feita pelo Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina apontou que o uso excessivo de computadores, celulares e outros aparelhos tecnológicos acentuou significativamente a inatividade física em crianças. Dessa forma, enquanto os pais e responsáveis não realizarem um papel regulador no controle do tempo de uso das telas, as crianças permanecerão sofrendo com as consequências do sedentarismo para a saúde física.
Portanto, faz-se mister modificar o quadro atual. Para tal, cabe ao governo, na condição de garantidor dos direitos individuais, promover o controle parental responsável do uso de aparelhos digitais na infância.Tal ação deve ocorrer por meio de palestras nas escolas, destinadas aos pais e responsáveis, que abordem os perigos da utilização exagerada desses recursos, com o objetivo de extinguir a dependência eletrônica e incentivar a prática de atividades físicas nessa faixa etária. Assim, os impactos da exposição a telas no desenvolvimento infantil serão minimizados no Brasil.