O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 18/08/2022

A geração Z, sinônimo de inovações tecnológicas, trouxe consigo o acesso significativo às telas, o que mudou completamente o rumo de uma geração que carrega em suas mãos à dominação tecnológica antes mesmo do seu próprio idioma. Semelhante à isso, há de se discutir o seu impacto na exposição de telas - no que tange o desenvolvimento infantil. Nesse contexto, isso se deve à falta de diálogo sobre o seu uso indiscriminado na escola e a falta de condições pré estabelecidas pelos pais. Dessa maneira é notória a necessidade de mudanças educacionais a fim de amenizar os danos causados ao desenvolvimento infantil.

A princípio, é inquestionável que o uso de telas em turmas infantis escolares contribui para a falta de possibilidades de amenizar os impactos estabelecidos pela exposição precoce. Essa exposição pode ser um incentivo a dependência de telas, o que afeta toda uma camada social de interação da criança, atrapalhando o seu desenvolvimento, pois crianças sem o estímulo de brincar perdem o aprendizado em trabalhar em equipe, em descobrir e resolucionar problemas, onde há um potencial de formar adultos que saibam agir em coletividade. Sob essa ótica, enquanto se mantiver o incentivo de telas para crianças, a sociedade será obrigada a conviver com uma nova problemática: adultos que não sabem se relacionar com outros adultos.

Ressalta-se, ademais, na imersão do século XXI o trabalho compulsivo, onde as telas viraram um auxílio aos pais para entreter as suas crianças e sobrar tempo para as tarefas diárias, não havendo condições de uso para essas tecnologias. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria, o uso das telas não devem passar da média de 1 hora para crianças. Contudo, na maioria das vezes, não é isso que acontece, o uso indiscriminado das telas podem exercer um impacto significativo no desenvolvimento cerebral da criança, estando exposta a problemas como TDAH (déficit de atenção), e também a ansiedade generalizada. Sendo necessário, o reajuste das horas de acesso, e a troca por brinquedos lúdicos que irão desenvolver melhor o cérebro infantil. Assim, enquanto a falta de condições preestabelecidas do tempo de uso de crianças em celulares for a regra, o desenvolvimento cerebral será prejudicado.