O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 10/08/2022

Ao longo do século XXI, houveram avanços exponenciais das tecnologias dos celulares móveis, de modo que esses passaram a integrar o cotidiano dos indivíduos, promovendo diversos benefícios informacionais e comunicativos. Em contraponto, percebe-se que essa relação entre os seres humanos e seus aparelhos não se instalou isenta de complicações, dentre as quais se destaca a exposição infantil a telas como uma das mais preocupantes no Brasil contemporâneo. Desse modo, torna-se urgente explicitar os principais impactos dessa problemática: o atraso cognitivo e os problemas de sociabilidade.

Diante desse cenário, é pertinente afirmar que o atraso nos processos mentais é uma consequência direta do acesso precoce a telas. A respeito disso, é lícito explicitar que, segundo a Neurociência, o desenvolvimento mental mais impotante é realizado durante a infância, principalmente por meio de experimentações com o ambiente. Entretanto, existindo algum empecilho nessa fase, há uma tendência ao aparecimento de dificuldades na evolução cognitiva do indivíduo. Nesse raciocínio, a exposição excessiva a “smartphones” faz com que a criança fique em frente a uma tela, a impedindo de interagir com o mundo e assim dificultando sua evolução intelectual. Dessa forma, fica evidente a importância do controle ao acesso desse aparelho.

Ademais, é importante mencionar que a problemática em questão também é um sustentáculo para as dificuldades nas interações sociais. Isso porque, de acordo com o “Manual de Psiquiatria Clínica”, os humanos necessitam das relações interpessoais para seu pleno funcionamento psicológico. Mas, quando o indivíduo não é estimulado a ter essa interação, pode apresentar dificuldade em realizá-la em sua vida. Assim, o acesso infantil demasiado aos celulares, pela possibilidade de isolamento ao utilizar o aparelho, pode impedir a interação social e acarretar problemas nessa área. Dessa maneira, torna-se importante garantir práticas de sociabilidade na infância.

Em suma, fica evidente que a exposição a telas na infância é um complexo problema. Assim, a famíla deve exercer um controle ao acesso de seus filhos a essa tecnologia, por meio de senhas e limite diário para o uso, objetivando atenuar sua exposição excessiva. Concomitantemente, cabe a Escola incentivar, por intermédio de práticas e atividades, um melhor desenvolvimento social na educação infantil, com o intuito de melhorar a sociabilidade de seus estudantes. Sendo assim, a questão será atenuada.