O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 14/08/2022

A Terceira Revolução Industrial, iniciada no século XX, trouxe diversas mudanças nas relações familiares, principalmente entre pais e filhos. Nesse prisma, destacam-se como causa e consequência da exposição a telas na infância, a terceirização dos cuidados por parte dos pais e o impacto negativo no desenvolvimento da criança.

Nesse viés, é notório que a terceirização dos cuidados com as crianças é uma das causas do impasse. Nessa perspectiva, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, após a consolidação das atividades capitalistas as relações se tornaram superficiais. Dessa forma, por estarem cansados devido às atividades do trabalho, os pais tendem a terceirizar os cuidados com os filhos, logo as telas são vistas como as melhores opções para entreter eles, visto que há diversos desenhos e jogos disponíveis, criando assim laços familiares superficiais.

Além disso, pode-se destacar as consequências negativas da exposição a telas no desenvolvimento infantil. Sob esse contexto, de acordo com a fisioterapeuta Erika Felix, o uso excessivo das telas aumenta o risco de comprometimento das habilidades motoras e cognitivas da criança. Dessa maneira, tendo em vista que a infância é um período crucial para o desenvolvimento, com o uso desenfreado das telas, atividades que incentivam a coordenação motora e cognitiva da criança, como interação verbal, leitura dialogada, jogar, brincar e passear, acabam em segundo plano, comprometendo o crescimento saudável.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter o impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil. Consoante a isso, cabe aos pais diminuir o tempo do uso de telas das crianças, por meio do incentivo à prática de outras atividades, como jogo da memória, quebra-cabeças, narração de histórias e passeios. Nesse sentido, a ação será realizada a fim de promover uma relação familiar e desenvolvimento infantil mais saudáveis.