O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 13/08/2022

O filme “Crescer não é brincadeira” retrata a vida e as relações sociais de um gamer de 11 anos. Semalhante ao filme, as crianças são expostas a telas de modo desmedido. Nesse cenário, entende-se que os pais encontram na tecnologia uma forma rápida de suprir seus filhos, o que leva a impactos no desenvolvimento in-fantil, como por exemplo: dificuldade nas relações interpessoais e atividades motoras.

Sob esse prisma, o excesso de demandas no cotidiano, faz com que as famíli-as recorram a telas na hora do lazer. De acordo como filósofo sul-coreano Byung Chun Han em “Sociedade do Cansaço”, a supervalorização do trabalho exaure for-ças, forçando o indivíduo a procurar soluções fáceis. Consoante a isso, numa rotina que tenha um ritmo frenético, em que os pais passam o dia trabalhando, o tablet, a televisão ou o celular se tornam aliados da família na hora de entreter uma criança. Tendo em vista isso, as crianças acabam passando um tempo excessivo em frente a telas.

Paralelo a isso, é durante o desenvolvimento infantil que se obtém a capaci-dade de se relacionar com o mundo. Para o psicólogo Lev Vygotsky, o saber que não vêm da experiência não é realmente saber. Entretanto, com o acesso desmedi-do a telas, as crianças têm perdido a oportunidade de brincar fora do mundo virtu-al, fazendo com que cresçam sem desenvolver habilidades que obteriam ao correr, desenhar ou até mesmo brincando com um colega e com a família, ou seja, aca-bam tendo dificuldade nas relações interpessoais e com as atividades motoras.

Portanto, compreende-se os impactos que o uso excessivo de telas pode pro-vocar ao desenvolvimento infantil. Logo o Ministério da Educação deve promover eventos nas escolas para concientizar os pais sobre o uso de televisões, tablet e celular, de modo que explique os malefícios das telas através de um profissional da área da saúde, como por exemplo: psicoterapeutas. Essa ação tem por finalidade capacitar as famílias para que consigam restringir o uso desses aparelhose e mos-trar outras opções para o lazer das crianças, assim se terá a oportunidade de ter uma infância com experiências e aprendizados como defende Lev Vygotsky.