O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 19/09/2022

Na série japonesa de mangá “Spyxfamily”, de Tatsuya Endo, a personagem Anya dedicava a maior parte do dia assistindo televisão, negligenciando seus estudos. Fora da ficção, a realidade apresentada não é diferente, visto que as crianças estão sendo cada vez mais expostas às telas, principalmente em decorrência da pandemia de covid-19, o que causa um impacto negativo no desenvolvimento infantil. Nesse contexto, percebe-se a necessidade de analisar os efeitos desse problema na sociedade brasileira.

Primeiramente, deve-se salientar que, com a pandemia de covid-19, as famílias tiveram que se adaptar ao ensino remoto e, consequentemente, as crianças começaram a passar mais tempo expostas a aparelhos eletrônicos. Torna-se evidente, portanto, que essa questão é algo recente e que a sociedade brasileira não estava pronta para lidar. Segundo Steve Jobs, um dos fundadores da empresa “Apple”, a tecnologia move o mundo. Contudo, pela falta de prepara para lidar com essa tecnologia, as crianças e sua saúde estão sendo pejudicadas.

Ainda nesse contexto, o uso excessivo de aparelhos eletrônicos está prejudicando a capacidade motora das crianças. Segundo um estudo realizado pelo Departamento de Psiquiaria da Escola Paulista de Medicina, mais de 50% das crianças se alimentam diante da televisão e quase 30% ficam expostas a telas por períodos prolongados, diminuindo as horas de sono e promovendo a falta de atividades físicas. Sendo assim, é urgente encontrar formas de sanar esse empecilho.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para diminuir os impactos da exposição às telas no desenvolvimento infantil. Dessa forma, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, deve promover o ensino do uso correto de aparelhos eletrônicos, como computador, celular e televisão, por meio de aulas obrigatórias no ensino fundamental e, com apoio da mídia, em propagandas para TV aberta, para que tanto crianças como pais e responsáveis possam ter conhecimento de como a exposição excessiva à telas é prejudicial ao desenvolvimento das crianças. Somente assim crianças como a personagem Anya deixarão de existir.