O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 17/08/2022
O Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu primeiro artigo, dispõe sobre a proteção integral da criança. Entretanto, no século atual, o desenvolvimento dessa parcela social vem sendo ameaçado pelo uso exagerado de objetos tecnológicos como celulares e tablets, o que prejudica o processo de socialização e causa confusão mental.
O excesso de exposição a telas empata a interação entre as crianças. Isso porque, o uso excessivo de aparelhos eletrônicos desestimula o interesse em atividades que antes eram comuns nesse faixa etária como jogos e brincadeiras em grupo. Segundo o filósofo Émile Durkeim, a socialização é o processo educativo pelo qual a pessoa aprende normas e valores coercitivos. Sob essa ótica, quando o contato entre indivíduos de mesma idade é reduzido perde-se, também, parte desse aprendizado citado por Durkeim. Assim, o desenvolvimento social e intelectual da criança é prejudicado.
Além disso, o livre acesso à internet pode causar confusão na mente infantil. O poema “A televisão”, escrito por José Paulo Paes, retrata o poder de manipulação da mídia. De maneira análoga, crianças de adolescentes se encontram expostos à uma infinidade de informações presentes no mundo cibernético, o que pode confundi-las e moldá-las conforme o interesse midiático. Dessa forma, se tornam vulneráveis a se tornarem adultos menos críticos.
Portanto, o mau uso da tecnologia vem prejudicando o desenvolvimento infantil. O Ministério da Saúde - órgão responsável pela saúde coletiva - deve, por meio de divulgações nas redes sociais como Facebook e Instagram, divulgar informações direcionadas a pais e responsáveis acerca dos malefícios que permitir o livre acesso de seus filhos à internet pode ocasionar. Essa ação tem como objetivo restaurar o processo de socialização e criar uma sociedade mais crítica.