O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 13/08/2022
No filme “Wall-E”, mostra uma sociedade em que as pessoas usam com grande frequência tecnologias e acabam ficando dependentes delas. Infelizmente essa realidade não se difere do Brasil, quando observamos o uso exagerado de dispositivos eletrônicos na infância dos brasileiros. Deste modo, a exposição exorbitante às telas acaba afetando a capacidade motora e de socialização das crianças.
Primeiramente, com o foco das crianças em jogos digitais e em vídeos, os pais, devido às praticidades de celulares e tablets, não oferecem devida atenção às atividades físicas de seus filhos, afetando suas capacidades motoras ao longo de suas vidas. De maneira análoga, podemos observar esse problema de danificação das capacidades físicas no livro “Room”, quando um menino preso em um quarto durante 7 anos e sem a realização de exercícios físicos, apresenta problemas ao se locomover.
Ademais, a atenção voltada para um ambiente digital ao invés do ambiente social na infância, afeta o desenvolvimento de socialização e comunicação, como no livro “Rapunzel”, em que o personagem principal após anos de isolamento, tem dificuldade e apresenta desconforto em realizar simples conversas com comerciantes. Assim, sem o contato com o meio social, os menores de idade não possuem oportunidades de desenvolver suas capacidades de comunicação, podendo também ter incômodo ao se comunicar ou até mesmo adquirir fobia social.
Portanto, são necessárias medidas para solucionar a problemática. Desta forma, cabe ao Ministério da Saúde a determinação obrigatória de tempo máximo de uso de eletrônicos na infância, por meio de um projeto de lei entregue à câmara dos deputados. Ainda, deve constar nesse projeto debates com pais e responsáveis sobre as problemáticas do uso excessivo dos dispositivos tecnológicos no dia a dia das crianças. Espera-se, por intermédio dessas medidas, atenuar o impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil.