O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 17/08/2022
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU ) , em 1948 , a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indívíduos o direito à educação e ao bem-estar social. No entanto, nota-se que uma parcela da sociedade não vem gozando dessas garantias. Neste contexto, deve-se analisar o desenvolvimento motor e os danos visuais como impactos negativos da exposição a telas na infância.
Em primeiro lugar, cabe pontuar que a redução da coordenação motora é o principal problema sobre o assunto em questão. Isso acontece visto que, segundo a pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), crianças estão gastando um período crucial de suas vidas, voltado ao aperfeiçoamento motor e cognitivo, em atividades de entretenimento virtual, como o uso de celulares, computadores e televisões. Por consequência disso, muitos menores ficam limitados nas atividades motoras.
Outrossim, e não menos importante, a situação visual também é de suma importância sobre o assunto. Isso ocorre pois, o uso excessivo de aparelhos muito luminosos como TV’s e smartphones aumentam relativamente a chance das crianças desenvolverem problemas de vista futuramente, como afirma o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).
Torna-se evidente, portanto, que a questão da exposição a telas no período infantil deve ser revisto. Em razão disso, os pais e responsáveis devem desvincular qualquer tipo de exercício de entretenimento infantil que seja ligado ao uso de ferramentas digitais, a fim de diminuir a utilização dessas no período de desenvolvimento neuromotor. Ademais, o Ministério da Saúde deve criar campanhas para alertar as famílias sobre os danos à saúde que a utilização excessiva das telas trazem às crianças. Dessa forma, o Brasil garantirá os direitos ao povo e diminuirá os impactos aos menores.