O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 19/08/2022

Ao observar a Constituição Federal de 1888, nota-se como a garantia de um desenvolvimento nacional e a construção de uma sociedade justa são cruciais para o alcance de uma república ideal. No entanto, a presença excedente da exposição infantil as telas dificultam a validação dos princípios constitucionais, dado que o fato é visto como um assunto frequente e banal. Nessa ótica, é pertinente ressaltar o impacto no seu desenvolvimento como fonte do problema - visto que promove um retardo na capacidade motora e cognitiva da criança.

Nesse sentindo, é válido reconhecer como o impacto no seu desenvolvimento é danoso e prejudica a mitigação do obstáculo, dado que a frequente exposição a longo prazo causa compulsão alimentar habitual - pesquisa publicada na revista amenricana International Journal of eating disorders -. Sob esse prisma, a antropóloga Ruth Benedict afirma que a cultura é a lente pela qual a sociedade enxerga, isto é, o ambiente expõe os valores adquiridos no convívio social. Partindo desse pressuposto, inserido em um meio que além de banalizar a problemática, permite a sua continuidade, o cidadão tende a padronizar esse cenário como um fator normal - de modo a potencializar o encadeamento do obstáculo.

Por conseguinte, infere-se que a negligência instalou-se na coletividade ao passo que o corpo social não vê com sobriedade o alto risco de retardo na capacidade motora e cognitiva. Assim como assimila a discussão como algo insignificante a ser tratado na primeira infância. Nesse viés, segundo a literatura barrosiana, conforme a “teologia do traste”, é crucial que o indivíduo valorize as questões ignoradas pela comunidade, a fim de obter uma mudança na esfera social. Entretanto, o cidadão frente ao dilema não dá a devida relevância, ignorando o assunto e corroborando com a “teologia” de Manoel de Barros.

Portanto, é necessário atenuar o quadro vigente. Para tanto, o Estado - responsável pela harmonia social - deve implementar propagandas de alerta para pais e familiares. Essa medida será cumprida e efetiva por meio da grande mídia, com a finalidade de exemplificar os riscos da exposição exacerbada as telas na infância, para que ocorra uma mudança de hábito. Dessa forma esse problema não será mais uma realidade nacional.