O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 17/08/2022
A pandemia de 2020, mudou a forma de como o mundo fluia, no que tange as relações sociais cotidianas. Com o regime de quarentena, as pessoas passaram a se expor cada vez mais as telas de dispositivos eletrônicos, inclusive, o público infantil, o que impacta negativamente no desenvolvimento cognitivo e na formação dos primeiros vínculos sociais. Em face disso,destaca-se a necessidade de se combater a prática excessiva desse hábito, por intermédio de medidas familiares e escolares.
Nesse viés, convém enfatizar que deficiências nas funções cognitivas e motoras dessas crianças estão entre as principais consequências do revés. Isso porque, de acordo com profissionais do Departamento de Psiquiatria da Unifesp, a infância é a fase responsável por assimilar os estímulos recebidos do ambiente externo para a formação da cognição e da atividade motora. Desse modo, a presença constante de crianças em frente as telas eletrônicas pode acarretar prejuízos irreparáveis no desenvolvimento destes, em virtude de estímulos visuais e auditivos frequentes, situação agravada devido à negligencia por parte dos pais. Logo, torna-se imprescindível o combate a essa situação.
Além disso, vale destacar os possíveis problemas de relacionamento social futuramente. Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, as ferramentas tecnológicas atuais, a exemplo de celulares e televisões, são responsáveis por fragilizar as relações sociais modernas, fato esse debatido em seu livro “Modernidade Líquida” . Nesse sentido, o uso exacerbado desses aparelhos por crianças, pode, a longo prazo, impedir a formação de vínculos pessoais mais sólidos, tornando-as antissociais. Fato esse decorrente, principalmente, da falta de um suporte eficiente da escola.
Portanto, providências são necessárias para contornar a problemática. As escolas, responsáveis pela educação e formação de jovens e crianças, deve divulgar informações aos pais sobre a importância do limite de tempo de exposição de seus filhos as telas digitais, por meio de palestras realizadas por profissionais da saúde, a exemplo de pedagogos e neurologistas, a fim de melhorar a qualidade do desenvolvimento infanto-juvenil.