O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 18/08/2022

Com o advento da Revolução Técnico Científico Informacional, muitos meios de comunicação foram aprimorados trazendo diversos efeitos positivos para a sociedade. Entretanto, trouxe consequências negativas também, como os impactos da exposição a telas no desenvolvimento infantil. Sob essa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema e faz- se necessário analisar a compulsão alimentar e as doenças psíquicas como repercusores da problemática.

Em primeira instância, a obesidade infantil é um fator que cresce em decorrência do uso exagerado de telas. Nesse sentido, um novo estudo da Universidade de Toronto, publicado no Pediatric Obesity, descobriu que crianças que passam muito tempo em frente às telas entre os 9 e 10 anos são mais propensas a ter ganho de peso um ano depois. Desse modo, os pequenos são suscetíveis a terem mais refeições durante o dia e a ingerirem alimentos mais calóricos, pois estão muito envolvidos a telas e não percebem a quantidade nem a qualidade dos alimentos que estão consumindo. Logo, tal fato é um risco para gerar transtornos alimentares e isso pode afetar diretamente o desenvolvimento infantil da criança, como o exemplo de não ter controle sobre suas atitudes.

Outrossim, vale destacar os distúrbios mentais frente a esse questão. Na série “Big Mouth” são abordados os benefícios e malefícios das tecnologias e na terceira temporada, Lily, personagem da série, começa a desencadear transtornos mentais em virtude do vício ao celular e isso afeta muito sua vida. Analogamente, a situação apresntada na obra não é diferente fora das telas, visto que crianças viciadas sentem-se mais deprimidas, já que as interações pessoais foram substituídas pelas virtuais. Em suma, a formação indiviual dos pequenos é afetada por um sentimento intenso de ansiedade desencadeado pela falta do aparelho.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para atenuar o quadro atual.

Urge que o Ministério Público crie políticas públicas, que estimulem os responsáveis das crianças a terem mais interações verbais e leitura dialogada com seus filhos, e incentivem a terem contato com a escrita e também a jogar, passear e brincar, por meio de verbas governamentais, a fim de mitigar os impactos da exposição exacerbada a telas e assim proporcionar maior desenvolvimento infantil.