O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 25/08/2022
Na série americana Black Mirror, é representado um futuro distópico onde o excesso e o mal uso da tecnologia acabam criando uma sociedade extremamente dependente. De forma análoga, no Brasil atual também se observa este abuso, principalmente entre as crianças, causado por problemáticas que devem ser debatidas, como a ineficiência estatal e a apatia social diante do tema.
A priori, a Constituição Federal de 1988 garante o direito a saúde, segurança, educação e lazer, porém na prática, visto que esses direitos não são plenamente exercidos, cria-se a dificuldade das crianças brincarem na rua, motivada pela falta de incentivo do governo ao esporte e a criação de parques e quadras. Tal limitação ocorre adicionalmente pela falta de segurança adequada na maioria dos bairros, fazendo com que os cuidadores muitas vezes não confiem que seus filhos saiam, se expondo a potenciais riscos.
Outrossim, ainda ocorre uma falta e conscientização da população acerca dos danos causados pelo tempo de tela excessivo, como o sedentarismo, a redução do desenvolvimento motor e cognitivo, tal como a qualidade não verificada e potencialmente inadequada do conteúdo consumido nas telas. Nesse sentido, essa naturalização do acesso exagerado e irrestrito ao celular na infância, ocorre pela omissão dos pais, junto a falta de educação especializada para indicar o uso moderado dos aparelhos.
Portanto, diante de tais infortúnios que urgem por solução, faz-se necessário que o Ministério da Cidadania e o Ministério da Educação criem programas de ensino para serem veiculados na TV e na internet, onde psicólogos especializados ensinem acerca do perigo da exposição exacerbada às telas. Isso seria possibilitado pelo dinheiro arrecadado pela União através dos impostos, com a finalidade de reduzir signitivamente o tempo de uso dos aparelhos na infância.