O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 13/10/2022
O documentário “Geração Tela” retrata o quanto a exposição precoce das crianças a telas é prejudicial à saúde e ao processo infantil. Assim como na obra abordada, observa-se que no Brasil os impactos da exposição a telas no desenvolvimento infantil é presente. Esse revés é ocasionado pela negligência do Estado e a ausência de diálogo dos pais.
Nesse contexto, cabe destacar que a negligência do Estado coopera com o problema. Nesse viés, é pertinente trazer o pensamento de Djamila Ribeiro, “É necessário tirar uma situação de invisibilidade para que medidas sejam promovidas”. Todavia, o governo é contrário a esse pensamento, uma vez que não investi em campanhas e debates, que mostre para os pais como é prejudicial para seus filhos a exposição de telas na infância. Por isso, é fundamental priorizar o debate sobre o tema.
Ademais, a ausência de diálogo dos pais contribui com o empecilho. Para o filósofo Jurgen Habemos, “A linguagem é uma verdadeira forma de ação”. Desse modo, é necessário que os pais dialoguem com seus filhos sobre o tempo de tela, pois durante a fase infantil o desenvolvimento motor e cognitivo está em formação, o uso exagerado de telas acaba prejudicando as habilidades motoras, por essa razão é primordial o diálogo como os filhos.
Portanto, para que os impactos da exposição de telas no desenvolvimento infantil deixe de ser uma problemática. Cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável por gerir os projetos educacionais do país, em parceria com os pais, devem discutir, por meio de campanhas informativas e debates nas escolas, que mostre os danos da exposição de tela, com a finalidade de que o direito à saúde infantil seja assegurado. Mediante a essas ações concretas, a realidade do documentário “Geração Tela” figurará somente nas telas dos cinemas