O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 31/08/2022

Na obra " Brasil:uma biografia", as historiadoras Lilia Schwarcz e Heloisa Starling apontam ao leitor as idiossincrasias da sociedade brasileira. Dentre elas destaca-se a difícil e torturosa construção da cidadania. Embora o país possua uma das legislações mais avançadas do mundo, muito do que nela se prevê não se concretiza. Tal fato é evidenciado no impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil, problemática que persiste atrelada à realidade do país, seja pelo risco à saúde física, seja pela negligência familiar.

Em primeiro plano, vale destacar que o risco à saúde física mostra-se como um dos desafios a resolução do problema. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman “não são as crises que mudam o mundo e sim nossa reação a elas”. Mediante esse pensamento compreende-se que a sociedade pode superar os desafios causados por essa adversidade, isso é perceptível, visto que grande parte das crianças brasileiras usam constantemente celulares, televisões e vídeo games, sendo assim essa exposição poderá causar futuramente sérias doenças físicas, como a perda de visão, fortes dores de cabeça e dores nas costas devido a posição inadequada.

Outrossim, é imprescindível salientar que a negligência familiar é outro fator que corrobora a manutenção do imbróglio, uma vez que a pandemia da covid-19 trouxe consigo a necessidade do isolamento, assim muitas crianças se tornaram escravas da tecnologia, posto isso os pais e responsáveis devem colocar limites sob seus filhos, já que o vício em tecnologia pode atrapalhar o desenvolvimento educacional e de aprendizado dessas crianças. Nessa perspectiva, tal problemática deve receber uma atenção política especial, pois, como afirma o escritor português José Saramago é preciso solucionar os problemas e não apenas enxergá-los.

Portanto, cabe ao Estado aderir a providências catalisadoras, a fim de sucitar o risco à saúde física e solucionar a negligência familiar. Para isso, o governo federal juntamente com o Ministério da Educação - haja vista serem provedores de políticas públicas devem ministrar palestras em escolas e empresas, por meio de projetos que visam minimizar o impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil. Dessa forma, a sociedade será fraterna e livre de obstáculos.