O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 07/02/2023
Atualmente, é nítido como a sociedade tornou-se dependente da tecnologia. Esse conhecimento, ao mesmo tempo que trouxe benefícios, também trouxe malefícios para os adultos e principalmente para as crianças. O acesso a celulares, tablets, notebooks e computadores na infância pode ocasionar transtornos no desenvolvimento cognitivo, pois limita a interação social dos menores e sua capacidade de imaginação tão fundamental no crescimento desses seres.
A princípio, sem o conhecimento da ciência tecnológica, os jovens interagiam mais um com os outros presencialmente, já que a internet é altamente viciante e limita muitos cidadãos a ficarem horas presos às telas causando a diminuição da comunicação. Entretanto, a interação social é fundamental para a população infantil, visto que é responsável pela construção do conhecimento, da autopercepção e da consciência de ser um indivíduo que vive em coletividade. De acordo com o psicólogo Lev Vygotsky, “a criança começa a perceber o mundo não só pelos olhos, mas também pela fala”. Dessa forma, é fundamental evitar a exposição excessiva às telas pelos menores para que consigam se comunicar mais.
Ademais, a utilização abundante da televisão e internet reduz o tempo de brincadeiras que são fundamentais para o desenvolvimento de capacidades cognitivas importantes, como atenção, memória, imitação e imaginação. Conforme Vygotsky, “as maiores aquisições de uma criança são conseguidas no brinquedo, aquisições que no futuro tornar-se-ão seu nível básico de ação real e moralidade”. Diante disso, é fundamental que os menores brinquem para estimular sua criatividade, porque ao imaginarem, terão facilidade na resolução de problemas e autenticidade no futuro.
Portanto, medidas são necessárias para atenuar esse problema. Assim sendo, é necessário que o Ministério da Educação realize campanhas por meio de mídias sociais e também em escolas com profissionais da área infantil, que orientem os responsáveis quanto ao malefício causado pela exposição às telas e instruções de como estimular a prática de brincadeiras não só no ambiente escolar como também no familiar. Com isso, será possível utilizar a tecnologia de forma auxiliar no crescimento das crianças, sem comprometer o desenvolvimento cognitivo.