O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 01/07/2023
No filme dinamarquês “Suicid Room”, o protagonista escolhe a vida virtual a vida real e desenvolve sérios problemas de compulsão alimentar. Assim como na ficção, a constante exposição de telas afeta negativamente o desenvolvimento infantil. Isso ocorre tanto pela redução da capacidade motora quanto pela compulsão alimentar desencadeada pelo tempo de uso de aparelhos eletrônicos.
Sob esse viés, é importante destacar que o período da infância é crucial para o desenvolvimento da capacidade motora do indivíduo. Todavia, de acordo com o Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina, o uso excessivo de telas compromete esse desenvolvimento na medida em que aumenta a inatividade física e a diminuição das horas de sono, por exemplo. Ou seja, a capacidade motora, essencial a vida adula, é condicionada ao mal uso de computadores e televisões, e permanece com o indivíduo por toda sua vida.
Além disso, a exposição de telas impacta no desenvolvimento de compulsão alimentar. Segundo uma pesquisa realizada na Universidade de Toronto, a cada uma hora em frente a telas, aumenta o risco de transtornos alimentares em 62%. Assim, quanto mais tempo as crianças passarem com aparelhos eletrônicos, maior a chance de desencadear obesidade infantil, colesterol alto e diabetes, por exemplo.
Infere-se, portanto, que o impacto a exposição de telas afeta o desenvolvimento infantil. Por isso, cabe inicialmente a família, com apoio de psicólogos e por meio de fiscalizações, implantar uma rotina de controle do tempo e atividades fora do mundo virtual, como atividades físicas e jogos mentais, para seus filhos desenvolvam a capacidade motora e diminua o tempo “online”. Por fim, que o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, introduza psiquiatras, atividades de desenvolvimentos física, mental e alimentar, e divulgação dos perigos associados ao tempo de uso das telas, a fim de entender esse condicionamento e evitar que crianças desenvolvam transtornos alimentares, como em “Suicid Room”.