O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 05/09/2022

De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “organismo biológico”, por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Dessa forma, para que esse organismo seja igualitário e coeso, é preciso que haja garantia nos direitos e deveres do cidadão. Nesse ínterim, o impacto da exposição de telas no desenvolvimento infantil refuta não somente preceitos comportamentais e de aprendizagem, mas também constitucionais estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Destarte, inibir os impactos de tal exposição de telas caracteriza um cenário desafiador, seja pelo cansaço materno, seja pelo caráter leviano das crianças.

À princípio, é inegável que, junto com ascensão da independência feminina, vieram também mais responsabilidades para as mulheres. Isso porque, a conquista de espaço no mercado de trabalho ainda não é igualitária e a mulher não pôde deixar de lado suas obrigações com o lar. Desse modo, estas ficam sobrecarregadas com várias jornadas que vão desde o serviço doméstico, o cuidado com os filhos e também o trabalho registrado. Assim, a exposição a telas funcionam como apoio para essas mães que precisam lidar com a falta de ajuda e tempo para descanso, entretendo as crianças com as telas, devido a facilidade de acesso e interesse infantil, enquanto elas cuidam dos outros afazeres.

Outrossim, as telas podem estar logadas à internet, sendo esta, um meio facilitador para utilizar a levianeidade das crianças e adolescentes em favor de más condutas. Visto que, eles ainda não tem maturidade o suficiente para distinguir o certo do errado e, por isso, ficarão à mercê de toda a informação que lhes é passada. Dessa forma, sem a supervisão dos responsáveis , os impactos são ainda maiores, apresentando um risco à vida. Por exemplo, o jogo da baleia que propunha o suicídio entre os seus usuários e ceifou a vida de crianças e adolescentes.

Dado o exposto, é inegável, portanto, que para exaurir os impactos da exposição a telas no desenvolvimento infantil, o Ministério do Trabalho, por meio de uma convenção parlamentar, deve promover a implementação de medidas afirmativas que garanta a igualdade de cargos e salários de homens e mulheres, para que a mulher tenha condições de contratar ajuda para os afazeres domésticos e, com isso, tenha condições de acompanhar e contribuir melhor com o desenvolvimento dos filhos. Assim, respeitar-se-á a fase infantil como tempo de brincadeira e aprendizagem para o desenvolvimento, ao passo que, garantirá a concórdia social proposta por Durkhiem.