O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 08/09/2022

Em seu poema “Reclame”, o exímio autor Chacal sugere, por meio da ironia, o uso de lentes ou a transformação, caso o mundo não esteja bem. Análogo à produção literária, no Brasil, observa-se o contexto de significativa inércia em detrimento do impacto das telas no desenvolvimento infantil. Tal problemática, é acentuada em razão da displicência do poder público e dos familiares da criança.

Em primeiro plano, é notória a culpabilidade do Estado em não realizar ações de conscientização sobre os impactos da exposição excessiva aos aparelhos tecnoló- gicos. Em paralelo, o filósofo Thomas Hobbes, em sua obra o “Leviatã”, afirma que é dever do Estado promover o bem-estar da sociedade. Paralelamente, baseando-se no pensador, o arcaico sistema de ensino das instituições fica a mercê da tecnologia, que por meio de informações rápidas atrai mais o indivíduo.

Ademais, o primeiro “motor”, do metafísico, Aristóteles, é a base de tudo que exis -te no mundo, sendo imutável. Dessa forma, a família configura-se como o primei- ro motor da criança, pois, é por meio dela que há o primeiros ensinamentos, o pri

-meiro contato do viver em sociedade. Outrossim, a família torna-se falha quando não impõe limites no uso de celulares, televisão ou computador, visto que a longo prazo o uso excessivo desde muito cedo pode afetar as capacidades cognitivas da criança, como o raciocinar, a memorização e o próprio sono.

Diante o sumpramencionado, cabe ao Ministério da Educação em parceria com o Governo Federal, por meio de verbas parlamentares, criar um programa de ensi -no que vise reformar a educação brasileira englobando a tecnologica em prol do aprendizado das crianças. Em paralelo, cabe a família como primeira instituição impor limites no uso de aparelhos tecnológicos e estimular os filhos a leitura de livros ou atividades lúdicas com o intuito de desenvolver o lado cognitivo.