O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 21/09/2022
Ao afirmar a transitoriedade do tempo, em sua célebre canção “O Tempo Não Para”, o compositor Cazuza faz, de certo modo, uma comparação entre o futuro e o passado. De fato, ele estava certo, pois a exposição de crianças a aparelhos tecnológicos não é um problema exclusivamente atual, uma vez que acontece desde o final do século XX. Desse modo, na hodiernidade, as dificuldades persistem, seja pela dependência causada pelos aparelhos, seja pelo mal-estar e doenças que podem ser obtidas.
Sob essa perspectiva, convém enfatizar que o vício pelas telas, está entre as principais causas dos impasses para se propor uma infância saudável. Nessa óptica, pode-se dizer que o contato mirim muito cedo e sem um controle de horas supervisionado pelos pais, gera um vício. Dessa forma, as crianças tendem a ter menos interação social e descobrir menos coisas na infância, o que gera preocupação, pois entre 3 a 6 anos se trata de quando a criança acaba tendo mais descobertas e onde o cérebro mais se desenvolve, segundo a OMS.
Além disso, o risco de sérias doenças, como mais um dos fatores que agravam o problema. Acerca disso, é pertinente citar o documentário brasileiro, Muito Além do Peso, que retrata uma verdadeira epidemia de obesidade infantil e mostram que crianças com menos de 7 anos já possuem doenças cardiovasculares, respiratórias e até mesmo depressão. Dessa forma, é possível relacionar que, com o uso excessivo de celulares, gere uma possível compulsão alimentar, que se transforme em uma obesidade e abra espaço para outras enfermidades.
Fica evidente, portanto, que tais ações expostas dificultam um bom desenvolvimento infantil e logo são necessárias mudanças. Para isso, o Estado, deve garantir e realizar palestras que possam alertar e orientar cada vez melhor os responsáveis, de forma que fiquem cientes das consequências que podem ser acarretadas se não houver um controle. Ademais, deve-se contar com a ajuda dos pais, que possuem total controle sobre os filhos, que realizem conversas e ensinamentos com os descendentes, e garantam que tenham uma infância saudável, desbravadora e longe de vícios tecnológicos.