O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 14/09/2022
No filme ‘‘The Batman’’, é retratada a forma com que Edward, um homem desiludido com a vida, conhece terroristas pela internet que se aproveitam de sua fraqueza emocional para o influenciam a construir armas e planejar massacres, atitudes que o tornaram no vilão conhecido como ‘‘Charada’’. Fora da ficção, é fato que a narrativa ilustrada no filme pode ser relacionada a realidade do uso de telas no século XXI: A liberdade irrestrita de informação e os usuários mal-intencionados tornam a internet um lugar nocivo para usuário vulneráveis, principalmente no caso de crianças que ainda não tem sua base moral formada, e portanto são facilmente influenciáveis.
Em primeiro lugar, é importante destacar que as informações disponibiliza-das na internet não possuem uma restrição de acesso, portanto, conteúdos violentos, eróticos e criminosos estão disponíveis para qualque um. Dito isto, crianças correm o risco de se deparar com informações impertinentes à sua idade e sofrerer influências negativas em sua personalidade. Segundo Freud, é necessário que as informações compartilhadas com crianças sejam filtradas, pois, uma vez que elas ainda não têm seu superego desenvolvido, ou seja, não estão aptos a discernir o certo do errado, estão suscetíveis a desvios de caráter.
Por conseguinte, é fato que usuários mal-intensionados se escondem na internet devido ao anonimato proporcionado por ela, crianças e adolescentes estão a mercê desses usuários, ficando vulneráveis aos mais diversos tipos de crimes. De acordo com a empresa de cybersegurança Norton, 58% dos brasileiros já foram vítimas de crimes cibernéticos, e a maior parte dos crimes ediondos foram cometidos contra crianças; portanto, é necessário restringir o uso de telas durante o desenvolvimento infantil a fim de minimizar os riscos causados pela internet.
Dito isto, é mister que o estado tome providências para amenizar o quadro atual. Urge que o Ministério da Educação (MEC) crie cartilhas, por meio de verbas governamentais, que instruam os pais das crianças acerca do perigo do uso de telas na infância, distribuindo-as em creches e escolas no Brasil a fim de minimizar o uso de telas durante a formação das crianças, e permitir que seu superego seja definido apenas pelos pais e educadores, como Freud sugere em seus trabalhos.