O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 26/09/2022
Na música “Doze Anos” de Chico Buarque e Moreira da Silva, é relembrada a infância de pessoas que viveram no século XX, sendo descritas brincadeiras ativas praticadas na rua ou quintais. Nos dias de hoje a infância é muito diferente, principalmente por causa da tecnologia. Muitas crianças passam horas entretidas em telas como televisão, computador e celular. Tal fator tem deteriorado a saúde física e mental das gerações do século XXI.
De fato, a tecnologia trouxe diversas ferramentas que podem ser usadas em prol da aprendizagem e traz facilidades aos pais e responsáveis. Há, por exemplo, crianças que aprendem novas línguas, músicas, danças e curiosidades do mundo assistindo desenhos animados e outros vídeos. Além disso, há adultos que dependem dos minutos que a criança passa entretida na televisão para cozinhar uma refeição. Entretanto, a falta de controle dos responsáveis sobre o tempo de uso das telas pelos infantes traz problemas ao desenvolvimento.
A seguir, vê-se as adversidades que o excesso de exposição a telas pode causar: menos tempo de sono e problemas de visão, devido à incidência constante de luz sobre os olhos; risco de compulsão alimentar, ao fazer refeições prestando atenção na tela e sem atenção no alimento; dificuldade de socializar, quando desde pequenas são mais expostas à essa forma de entretenimento individual, que não explora a criatividade, do que à convivência com outras crianças e brincadeiras estimulantes.
Conclui-se que o contato excessivo dos infantes às telas é prejudicial e, portanto, medidas devem ser tomadas para mitigar o problema. Os responsáveis pelas crianças devem ser alertados de tais adversidades por meio de campanhas publicitárias promovidas pelas mídias, com apoio do Governo Federal e ajuda de pediatras, pscicólogos, neurologistas e outros profissionais especialistas em desenvolvimento infantil. Dessa forma os pais terão consciência do que a tecnologia pode trazer quando usada de maneira descontrolada e devem estabelecer limites em prol da saúde de seus filhos.