O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 22/09/2022
O quadro expressionista “O grito”, de Edvard Munch, retrata o medo e a inquietude de um personagem envolto por uma atmosfera de profunda desolação. De maneira análoga, encontra - se esse semblante em muitos brasileiros da sociedade contemporânea ao analisar o impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil. Dessa forma, evidencia - se a desinformação e a negligência governamental como pontos notórios dessa problemática.
Nessa perspectiva, destaca - se que segundo o “IBGE”, um dos malefícios pela alta exposição das telas é a interferência no sistema cognitivo, dessa maneira, afetando o desenvolvimento da criança. Sob essa visão, sabe - se que os celulares, computadores e televisões proporciona entretenimento e lazer com seus conteúdos, entretanto, de uma forma ruim. Diante desse contexto, analisa - se que o consumo excessivo desses aparelhos, somente perdura pela desinformação da consequência que ele traz. Nesse sentido, de acordo com a Constituição brasileira, o Estado tem o dever de prover educação e lazer, em suma, faz parte de sua obrigação prevenir ou remediar que a má utilização dessas ferramentas afete a população de forma negativa. Logo, faz - se necessário a mudança dessa realidade.
Outrossim, observa - se a falta de disposição do Estado potencializa a negligência governamental. Sob essa ótica, fica explícito que o Governo deveria atuar anunciando os riscos da exposição excessiva as telas, promovendo um desempenho melhor para o desenvolvimento infantil. Diante dessa afirmação, nota - se que o governo falha com sua obrigação, deste modo, torna - se um dos precursores para o problema da temática. Perante esse contexto, enaltece a teoria das instituições zumbis do sociólogo Zygmunt Bauman, segundo o qual as descreve presente, mas sem cumprirem seu papel social com eficácia. Em vista disso, deve ocorrer a correção dessa realidade.
Portanto, é preciso medidas capazes de mitigar o impacto das telas no desenvolvimento infantil. Desse modo, o Poder Legislativo deve promover políticas públicas que corrija suas inoperâncias, por meio de propagandas exibidas várias vezes ao dia que anunciem o risco do consumo excessivo, garantindo que todo o público fique ciente, a fim de diminuir ou acabar com a problemática.