O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 01/10/2022
A animação estadunidense “Wall-E” retrata uma terra distópica, onde a raça humana precisou abandonar à Terra e passa a viver em espaçonaves. Nesse novo cenário, os humanos sobreviventes passam os dias sentados em frente de monitores, pouco interagindo uns com os outros. Análogo á obra é a realidade de crianças e jovens, com o desenvolvimento tecnológico ocorreu um aumento da exposição a telas no desenvolvimento infantil. Devendo-se discutir os impactos desse novo ambiente, bem como consequências já visíveis.
De início, esse contexto de exposição permanente a telas é evento novo na modernidade. O primeiro smartphone da empresa norte-americana Apple, foi lançado somente no ano de 2007 e tal componente só se tornou um bem rotineiro a partir de 2010. No Brasil, segundo notícia do portal Globo, existem mais aparelhos celulares que habitantes. Nesse sentido, a dinâmica atual de exposição precoce a aparelhos telemáticos data das gerações nascidas pós-2010. Desse modo, somente alguns efeitos nocivos foram possíveis de serem identificados até o momento. Logo, o controle da exposição é fundamental, por não ser possível mensurar todos os riscos, principalmente os cognitivos para a idade adulta.
Além disso, o aumento dos casos de obesidade infantil já é uma realidade. Assim, como mostrado por “Wall-E”, no qual todos os humanos eram obesos devido a sua rotina sedentária em frente de televisões, vêm ocorrendo com o público infantil. Segundo pesquisa da Universidade da Califórnia, uma criança que fica 3 horas utilizando telas, como celular e TV, apresenta uma chance de 95% de desenvolver compulsão alimentar periódica um ano após esta rotina diária. Dessa forma, o excesso de telas já apresenta danos à saúde, devendo ser combatido.
Depreende-se, portanto, que a exposição a telas no desenvolvimento infantil já apresenta impactos que devem ser dirimidos. À vista disso, é dever do Estado atuar para diminuir a superexposição dos jovens, por meio de campanha publicitária — via televisão e redes sociais, veículos de mídia com o maior alcance populacional — que estimule os pais e responsáveis a adotar restrições ao uso dos aparelhos tecnológicos. Assim, os danos já perceptíveis na formação dos jovens poderão ser evitados, bem como aqueles ainda invisíveis.