O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 02/10/2022

O programa infantil de sucesso “Lazy Town” relata a história de uma cidade em que sua população é rodeada por telas e sem atividades físicas. Fora da ficção, o cenário brasileiro é semelhante, pois crianças estão constantemente expostas as telas e assim o isolamento social e a compulsão alimentar são parte da rotina dessa parcela dos cidadãos.

Nesse contexto, é válido ressaltar que a Terceira Revolução Industrial teve como uma de suas características o acesso às telas, uma vez que tornou-se uma necessidade obter pelo menos um meio de informação. Nessa perspectiva, crianças estão propensas a estarem conectadas, se isolarem socialmente e por consequência afetarem sua saúde física e mental. Isso pode ser exemplificado na pesquisa feita pela Unifesp, em que a taxa de desenvolvimento motor e atividade física diminuiu com o aumento de exposição às telas de televisão e celular.

Além disso, é relevante abordar que no reality show “Quilos mortais”, em que pessoas com sobrepeso buscam auxílio médico, a desordem alimentar é iniciada logo na infância. Sob esse viés, a primeira infância é essencial para que o indivíduo seja saudável ao realizar exercícios físicos e ter uma dieta equilibrada, desde que tenha boas influências. No entanto, de acordo com os dados da Universidade de Toronto, a presença de aparelhos eletrônicos pode ser um fator para que as crianças desenvolvam a compulsão alimentar, pois não têm noção da qualidade e quantidade do que é ingerido.

Dado o exposto, medidas governamentais são necessárias para resolver o impasse. Portanto, o governo federal, por meio do Ministério da Educação e Ministério da Saúde, deve realizar palestras interativas para crianças em instituições de ensino, de modo que sejam realizadas por profissionais capacitados, no intuito de erradicar o isolamento social. Sendo assim, o Brasil será um país mais saudável.