O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 26/10/2022

No documentário “O dilema das redes”, mostra-se como as redes sociais influenciam o comportamento em variadas idades, evidenciando a negligência dos adultos em relação ao uso de telas na infância. Assim como na obra, muitas crianças são, desde cedo, apresentadas a aparelhos audiovisuais que se tornam prejudiciais. Nesse sentido, percebe-se que a exposição abusiva de telas impacta no desenvolvimento infantil e gera não só uma ansiedade e um imediatismo, como também problemas na atividade motora e cognitiva.

Em primeiro plano, evidencia-se que cresce cada vez mais o número de crianças que se apresentam ansiosas e nervosas devido a uma necessidade dependente e viciante de uso de tela. Segundo dados do Departamento Psiquiátrico da Escola Paulista de Medicina, 55 a cada 100 crianças entrevistadas realizavam refeições enquanto expostas a uma televião. Sob essa óptica, transparece uma formação de transtornos alimentares e de dificuldades em outras necessidades humanas, como o sono, devido ao uso constante dessas mídias na realização de atividades cotidianas. Dessa maneira, nota-se a gravidade e a necessidade da proteção infantil sobre essas tecnologias.

Convém ressaltar, ademais, que a infância é um peíodo básico e crucial para que ocorra um bom desenvolvimento físico e mental por toda a vida. Sob essa perspectiva, segundo uma pesquisa da Unifesp, 252 de 900 crianças com idade pré-escolar ficam longas horas conectadas em mídias de tela. Dessa forma, pelo uso dessas não exigir muito estímulo físico ou mental, tornam-se presentes dificuldades na realização de exercicios motores e intelectuais.

Fica evidente, dessa forma, a necessidade de minimizar o problema. Para tanto, as escolas, local responsável por parcela significativa do desenvolvimento infantil, devem, por meio de debates, palestras e reuniões que juntem o meio educacional ao familiar, utilizar sua ampla capacidade comunicativa para alertar e instruir os responsáveis sobre os impactos prejudiciais da exposição infantil ás mídias de tela, a fim de que essa seja reduzida. Assim, a ifância podá ser vivida proveitosamente.