O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 27/10/2022

O documentário produzido pela neteflix ‘‘Black Mirror’’ expõe realidades distópicas que têm como principal agente maléfico o uso desmoderado da tecnologia. Nesse viés, a introdução das telas às crianças as torna jovens e adultos dependentes daquele recurso, além de causar possíveis danos ao processo cognitivo e socio-afetivo. Desse modo, é imprescíndivel compreeder os impactos gerados pela exposições a telas no desenvolvimento infantil, e analisar a família e as novas tecnologias como propulsores desse cenário problemático.

É importante analisar, inicialmente, o poder manipulador da internet e as consequências da hiperexposição que ela proporciona. Nesse viés, o filósofo Jean-Jaques Rousseau afirmou em sua teoria que o estado de natureza do homem é genuinamente bom, mas a sociedade o corrompe. Sob essa lógica, é válido associar que o agente que corrompe pode ser a exposição de telas às crianças, visto que esse processo as expõe a um número exorbitante de informações, construtivas ou não, verdadeiras ou não. Dessa forma, é evidente perceber que a regulação da família acerca da exposição às telas durante o desenvolvimento infantil, é de importância e relevância ímpar para a proteção dessas crianças.

Outrossim, é igualmente preciso analisar a dependência criada aos recursos tecnológicos em decorrência da exposição precoce às telas. Tal questão ocorre, pois, de acordo com o conceito contemporâneo denominado de ‘’nomofobia’’, os jovens estão cada vez mais dependentes do uso de celulares e aparelhos comunicadores, processo que chega até a gerar angústias e ansiedade em casos de separação. Nessa perspectiva, o uso desmoderado de smartphones e tablet’s pro crianças os torna vulneráveis a um quadro nomofóbico, o que interfere diretamente no comportamento social e na produtividade desses índividuos.

Logo, entende-se, a real necessidade de uma ação estatal que garanta a segurança e a integridade das crianças. Para tanto, o Ministério da Comunicação -órgão responsável pela regulamentação dos aparelhos comunicadores no Brasil- deve, por meio de leis e regulamentos, estabelecer limites aos dados acessados pelas crianças, e incentivar a família a retardar o processo de introdução das telas. Posto isso, espera-se promover uma melhora nos impactos gerados pela exposição