O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 02/11/2022

No início do século XX nasceram as primeiras telas e com elas a cultura da exposição. No entanto, televisores evoluíram para aparelhos cada vez menores e mais presentes em nossas rotinas, inclusive na de crianças. Dito isso, faz-se necessário discutir a respeito do seu impacto no desenvolvimento infantil, o qual tem como consequência, agravantes psíquicos e como causa, a falha estatal.

Sob primeira análise, atualmente já existem estudos acerca dos problemas que expor os menores às telas pode causar. De acordo com o filósofo Christoph Turcke, em sua obra “Hiperativos!”, as novas gerações são superexpostas às telas, o que exige cada vez mais da atenção delas e isso acaba por comprometer o seu desenvolvimento cognitivo, como por exemplo, manter a atenção em algo. Outrossim, a crescente de casos de crianças com dificuldades em manter o foco e atraso de aprendizagem, não é por acaso e o autor faz essa relação em sua obra. Então, enquanto não houver o estabelecimento de diretrizes de boas práticas quanto ao uso das telas na infância, esse problema só irá crescer e não há necessidade de aguardarmos por um resultado que já indica ser catastrófico.

Ademais, sabe-se que é papel do Estado promover a saúde dos cidadãos. Segundo a Constituição Federal de 1988, o governo é o responsável por promover políticas públicas que visem a redução de danos à saúde populacional. Entretanto, embora recentes, já existem pesquisas que comprovam os danos das telas ao desenvolvimento infantil, seja ele físico, seja ele mental. Também, percebe-se que ainda há muita desinformação sobre esses dados, o que indica falha estatal em repassá-las, pois muitos pais acreditam estar somente diante de uma ferramenta de entretenimento. Logo, enquanto houver desinformação a respeito, teremos cada vez mais crianças afetadas e isso é inadmissível na atualidade, visto que existem vários meios de informar a população.

Portanto, urge que o impacto de exposição a telas na infância seja avaliado e repassado a todos o quanto antes. A esse respeito, o governo deve fomentar a informação dos impactos, por meio de mais pesquisas, divulgação das mesmas e criação de diretrizes públicas do quanto expor às telas, a fim de minimizar os problemas que podem ser causados aos pequenos, inclusive os citados por Tucker.