O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 02/11/2022

Atualmente, após um período de isolamento social, as crianças têm ainda mais contato com as telas, a maioria precocemente e em grande excesso. Sendo um tema pouco comentado antes, pois, não exigia grande repercussão, após o isolamento passou a ser muito discutido em foco dos impactos negativos que essa exposição pode levar. Eventualmente, fica em evidência que os prejuízos são físicos, cognitivos e sociais, afetando seriamente a vida das crianças.

Assim como é compreendida, a primeira infância dura dos 0 aos 6 anos de idade, e é um período do qual se necessita de interação com o ambiente e com as pessoas, para que se desenvolva em potencial suas habilidades físicas, cognitivas, emocionais e sociais. De certo, interferência ao uso das telas, principalmente em excesso, pode transtornar todo esse processo. “Faço parte de uma rede de pediatras e médicos de crianças e adolescentes e nunca vi tantos relatos de problemas causados pelo exagero na internet”, relata a médica Evelyn Eisenstein, indicando o habital atualmente.

Como resultado disso, entre os prejuízos físicos temos o sedentarismo, obesidade causada pela compulsão alimentar, miopia, diminuição das horas de sono, atrasos na linguagem…Entretanto, não fica só por isso, há diversos danos psiquícos, como; a ansiedade, depressão, hiperatividade, a impulsividade, que é causada pela facilidade de se ter de imediato e em mãos o que querem. Esse comportamento passivo das crianças frente às telas também pode causar uma preferência por atividades que exijam menos cognitivamente, enfraquecendo assim a capacidade criativa e crítica, de tal forma que, tudo interfira radicalmente na vida deles.

Diante disso, o Ministério da Saúde em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), deve especializar e mobilizar uma rede de pediatras, afim de, por meio de materiais didáticos e palestras, conscientizar os pais a regular a quantidade de tempo do uso das telas, além da qualidade do conteúdo que as crianças estarão consumindo. Ademais, o incentivo à atividades saudáveis distantes do mundo virtual, que exercitem habilidades cognitivas e físicas, como a leitura, brincadeiras em contato com a natureza e com os pais, e etc. Sendo assim, haverá a diminuição do impacto ao uso excessivo das telas pelo público infantil.