O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 31/10/2022

A sociedade brasileira, embora seja um exemplo em inúmeros setores sociais, ainda é precária no que tange ao impacto da exposição a tela no desenvolvimento infantil. Sob esse prisma, a alienação e a ineficiência participativa tornaram-se fatores alarmantes e potencializados pelo aumento e uso excessivo de telas no desenvolvimento infatil da criança, como também pelo atraso cognitivo ao decorrer de sua jornada.

Em primeira análise, vale ressaltar que o impacto prolongado do uso de telas em crianças menores de 2 anos, tem sido associado no atraso e no desenvolvimento da fala e da linguagem como um todo, isso ocorre devido à distração promovida pela tecnologia digital e a baixa interação dos pais com os filhos segundo dados do Instituto de Neurologia do Estado de São Paulo. De acordo com Karl Marx, pensador alemão, os indivíduos devem ser analisados de acordo com o contexto de suas situações sociais, visto que produzem suas existências em grupo a partir da alienação. Nessa ótica, entende-se que a padronização de questões, como, por exemplo, o uso de telas em seu desenvolvimento infantil e os seus impactos tornou-se um fato prejudicial e perigoso para a sociedade.

Ademais, vê-se que essas interações de forma exagerada e sem controle são cruciais para o desenvolvimento neurológico (memória e raciocínio), cognitivo da criança e desenvolvimento motor infantil. De acordo com a teoria da tábula rasa de Jonh Locke: “o ser humano é como uma tela em branco, preenchida por experiencias e influências”. Com base nisso, constata-se que, o uso em excesso de aparelhos eletrônicos pelos pais também pode afetar o desenvolvimento familiar, fazendo com que a criança comece a ter menos interesse em fazer/praticar atividades fisícas e de lazer com seus familiares.

Portanto, medidas são necessárias para que o impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil seja resolvida. Cabe ao Ministério da Educação (MEC) junto aos centros estudantis, investirem em campanhas e projetos que incentivem as crianças à participarem de jogos didáticos e educativos (campeonatos e esportes) e atividades ao ar livre fora das telas. Desse modo, visando promover um desenvolvimento infantil saudável.