O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 02/11/2022

Na animação norte-americana “Big mouth”, o pré-adolescente Nick usa seu celu-lar de forma exagerada e irresponsável, sendo obrigado a lidar com consequências maléficas no futuro. Fora da ficção, a excessiva exposição a telas também traz im-pactos aos jovens, principalmente durante os estágios do desenvolvimento infantil. Dentre esses impactos, destacam-se o aumento de casos de compulsão alimentar, os problemas na socialização e o sedentarismo.

Nesse contexto, abordar a relação entre o crescente número de transtornos na alimentação e o uso de eletrônicos é relevante. Durante a série estadunidense “In-satiable”, Patty tem compulsão e lida diariamente com os problemas físicos e psico-lógicos que a desordem alimentar lhe proporciona. Em paralelo ao exemplo, assis-tir televisão ou mexer nas redes socais no momento da refeição remove o foco principal da ação, fazendo com que a comida seja ingerida de forma rápida e auto-mática, o que afeta a sensação de saciedade e, consequentemente, influencia no crescimento da compulsão alimentar. Portanto, é evidente que o uso de telas nes-ses momentos é danoso, especialmente durante a infância.

Ademais, falar sobre as dificuldades sociais e a diminuição de atividades físicas promovidas pela exposição a telas é igualmente importante. Aristóteles, filósofo grego, afirma que o ser humano é um ser social e precisa de outros para aflorar su-a natureza. Consoante ao citado, ao substituir a prática de esportes, como o bas-quete e o futebol, que promovem a integração social, por jogos online individualis-tas, as crianças enfrentam maiores tribulações para criarem laços e lidarem com as pessoas, o que afasta a nova geração da sociabilidade natural da espécie humana. Além disso, essa ocorrência impacta na saúde dos jovens, que estão menos ativos. Por conseguinte, fica claro que os recursos eletrônicos podem ser ruins.

Diante do exposto, é perceptível que o uso exacerbado de telas na infância deve ser evitado e substituído. Nessa lógica, cabe ao Ministério da Educação, responsá-vel pela formação acadêmica dos cidadãos brasileiros, em parceria com as escolas, promover novas formas de diversão, por meio do desenvolvimento da imaginação, a fim de evitar que as crianças sofram com as consequências maléficas da superexposição a telas. Feito isso, os impactos calamitosos serão amenizados.