O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 03/11/2022
No contexto social brasileiro, observa-se que uma grande quantidade de crianças, diante da banalização no uso de equipamentos eletrônicos, extrapola no contato com a tecnologia. Esse panorama adverso mostra que o Estado e a sociedade civil falham, respectivamente, na disseminação de informes educativos e na formação moral a respeito dessa conduta nociva à saúde humana.
De fato, muitos jovens ficam expostos a telas demasiadamente. Esse problema apresenta relação direta com a displicência governamental, uma vez que isso ocorre, muitas vezes, porque os usuários dessas plataformas digitais não são devidamente orientados sobre os perigos de um uso prolongado de smartphones, notebooks e afins, o que favorece a uma utilização exagerada desses eletrônicos. Nesse contexto, o documentário “O dilema das redes” mostrou que os aplicativos de comunicação são construídos com o intuito de viciar o cérebro na dopamina ao rolar a tela. Esse conteúdo ilustra a relevância da União expor esses dados com o objetivo de mitigar o vício.
Outrossim, é válido ressaltar que muitos núcleos familiares falham quanto à disseminação de formações morais sobre o impacto do contato exacerbado com as telas. Sob esse viés, nota-se que isso ocorre pelo fato de muitos progenitores não realizarem diálogos informativos a respeito da importância de realizar outras atividades, como leitura, brincadeiras em parques e semelhantes, em vez de utilizar somente as plataformas digitais para entretenimento. Nessa perspectiva Nelson Mandela disse que a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Essa célebre frase ilustra a relevância desse comprometimento educativo, visto que a medida que se investe nessa instrução, mais jovens utilizam de forma moderada a tecnologia.
Portanto, é preciso uma mudança da postura governamental e social sobre a exposição exagerada aos meios eletrônicos. Assim, com a finalidade de reduzir essa utilização, urge que a União, por meio de uma parceria com a mídia de amplo alcance, como internet, televisão e rádio, realize campanhas educativas sobre os perigos do uso prolongado desses equipamentos. Por fim, as famílias devem realizar diálogos frequentes a respeito da moderação em tais atividades.