O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 07/11/2022
A partir do século XXI, com a expansão exponencial da rede tecnológica, a comunidade passou a adquirir em suas residências produtos eletrônicos para uso pessoal e familiar. Desse modo, crianças passaram a ser expostas a telas precocemente, o que afetou diretamente no seu desenvolvimento. Assim, torna-se urgente explicitar as principais consequências dessa problemática: a diminuição do convívio social e o possível surgimento de uma deficiência intelectual.
Em primeira análise, cabe citar que a apresentação de aparelhos eletrônicos a indivíduos jovens é um sustentáculo para um menor tempo em sociedade. Diante dessa premissa, sabe-se que, segundo o “Manual da Psiquiatria Clínica”, o ser humano precisa da socialização que ocorre entre os seus anos primitivos para a própria inserção a princípios sociais básicos. Por conseguinte, enquanto crianças se posicionam, em grande parte do tempo, em função de dispositivos digitais, ficam imersas no mundo tecnológico. Dessa maneira, pessoas na fase da infância, ao entrarem em contato com os meios computacionais, serão excluídas do contato social inicial por não se relacionarem com os outros a sua volta.
Ademais, é notório que há um nexo causal persistente entre o aparecimento de dificuldades no aprendizado e a exibição de telas ao público infantil. A respeito disso, de acordo com a Neurociência Moderna, o celular aciona o sistema de recompensas do cérebro, fazendo com que seja prazeroso quando utilizado, o que o torna em uma ação viciante para o proprietário e o faça omitir os demais acontecimentos. Em paralelo, é pertinente afirmar que crianças devem usufruir dessa fase para o início da alfabetização e letramento. Portanto, devido a essa adicção adquirida, há uma redução no contato com as bases formativas. Logo, em razão da falha educacional básica, o desenvolvimento é atrapalhado.
Em síntese, os psicólogos - pessoas quem estudam o comportamento do ser humano- devem alertar os pais sobre os impactos das telas na vida de seus filhos, por meio de informações colocadas nas redes sociais, para que conheçam os perigos causados por eletrônicos quando usados precocemente e possam retirá-los da infância.