O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 08/11/2022

Aldous Huxley defende: “os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”. Tal perspectiva é verificada no impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil, que vem sendo prejudicial para a formação cognitiva das crianças. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um complexo problema, que se enraíza na falta de atenção dos responsavéis e também como consequência a pandemia.

Nesse cenário, em primeiro plano, é preciso atentar para a evolução da tecnologia presente na questão. A isonomia é a garantia de oportunidades iguais, mesmo em condições diferentes. No entanto, a realidade é pouco isonômica no tema da redação, visto que muitos pais utilizam as telas como forma de distração para as crianças, assim os mesmo conseguem praticar suas atividades do dia a dia sem muitas preocupações, porém, sem supervisionaro conteúdo que seus filhos acessam. Assim, percebe-se a urgência de proporcionar oportunidades para esse grupo.

Além disso, a pandemia ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Chimamanda Adichie alerta que estereótipos limitam o pensamento humano. Tais estereótipos crescem na lacuna de representatividade que gera o impacto da exposição de telas no desenvolvimento infantil, visto que,esse periodo teve como consequência a impossibilidade de praticar atividades de lazer,e a implementação do ensino remoto, que estimulou ainda mais o uso de aparelhos eletrônicos nas crianças. Dessa forma, para deixar de limitar o pensamento, é preciso quebrar esses padrões por meio da representação de narrativas plurais.

Portanto, urge que o problema seja dissolvido. Para isso, o governo federal deve criar uma agenda econômica mais democrática, por meio da destinação de recursos para esse grupo, a fim de reverter a desigualdade social que se instala no impacto da exposição de telas no desenvolvimento infantil. Tal ação pode, ainda, conter uma divulgação na mídia para que a população tome conhecimento. Paralelamente é preciso intervir sobre a lacuna de representatividade presente na questão. Desse modo, os fatos não serão ignorados e poderão deixar de existir.