O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 10/11/2022

No filme “Blade Runner” é apresentada ao público uma sociedade futurista dominada pela inteligência artificial, em que os seres humanos são submissos à esta tecnologia. Não muito distante a ficção, a dependência dos meios tecnológicos é realidade na vida dos brasileiros, inclusive das crianças, que passam grande parte do dia em frente às telas, como celular, televisão e computador.

Nesse sentido, a cada geração, a oferta de recursos virtuais e a forte adesão destes cresce de forma linear, impactando de forma direta a vida das crianças que vivem em meio a tanta tecnologia. Assim, é registrado um aumento significativo de horas de tela por esta parcela da população, o que gera impactos negativos no desenvolvimento das crianças, segundo um estudo realizado pela universidade de Toronto. Dessa forma, uma fase da vida que era pra ser destinada ao crescimento saudável do ser humano, com brincadeiras que estimulem a cognição motora, o desenvolvimento da coordenação e da concentração infantil se transformam em horas sentado em frente às telas.

Além disso, após a pandemia de COVID instaurada em todo o mundo, o tempo que as crianças passam usando eletrônicos mais que dobrou. Com a suspensão das aulas presenciais e o bloqueio de centros de lazer e de esportes, os jovens passaram a estudar de forma virtual e a usar o tempo livre em jogos online e aplicativos de entretenimento. De fato, após o uso desses métodos inicialmente emergenciais, as crianças desenvolveram um vício tecnológico, e o uso dos eletrônicos não foi reduzido.

Portanto, o excesso do uso de telas por crianças configura-se como um problema do Brasil. Logo, investimentos em locais de lazer aberto ao público são necessários, como a realização de melhorias na estrutura e diversidade de esportes e brincadeiras a serem praticadas. Ademais, é essencial a divulgação destes locais nas escolas e em anúncios online durante o uso dos eletrônicos pelas crianças, com o intuito de incentivá-las a participar de atividades externas que auxiliem no desenvolvimento infantil. Em conjunto, é importante a fiscalização paterna sobre a quantidade de horas que os filhos passam em frente as telas, objetivando a redução do uso desses aparelhos.