O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 10/11/2022

A geração “Alpha” corresponde às pessoas que nasceram após 2010 e, desde o nascimento, estão cercadas por telas. Apesar da tecnologia ser um recurso revolucionário, muitos são os impactos negativos da exposição excessiva à ela para o desenvolvimento infantil. Nesse viés, é possível pontuar a irresponsabilidade parental e a má qualidade dos conteúdos infantis na televisão e na internet.

Nesse aspecto, é válido ressaltar que o primeiro contato com as telas é direcionado pela família. Sendo assim, diante da necessidade de distrair as crianças no dia a dia, para que seja viável realizar atividades domésticas ou trabalhar, usa-se as telas como uma estratégia para entretê-las. Dessa forma, os estímulos causados pelo contato excessivo e repentino com muitas cores e sons, podem atrapalhar a maturação do cérebro das crianças e intervêm na desenvoltura da fala e das habilidades motoras. Ilustra bem isso um estudo da “JAMA Pediatrics”, que afirma que quanto maior o tempo de tela, pior o desenvolvimento cognitivo.

Além disso, há uma preocupação quanto ao que é consumido durante o período de exposição a celulares, computadores ou televisões. Isso se deve ao fato de não existir um monitoramento constante em relação ao que é assistido, de forma a colocar os mais novos em situação de vulnerabilidade, o que os deixa suscetíveis a entrar em contato com conteúdos inadequados. Dessa maneira, a falta de maturidade para interpretar palavrões, ofensas ou material sexual na internet pode gerar traumas irreparáveis na nova geração.

Portanto, faz-se necessário buscar soluções para atenuar a exposição a telas. Dessa forma, a família deve reduzir o contato excessivo das crianças com a tecnologia, por meio da substituição dessa prática por brincadeiras educativas, que estimulem a criatividade e a coordenação motora infantil, com a finalidade de evitar prejuízos ao desenvolvimento e, assim, proporcionar aos seus filhos um crescimento saudável.