O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 12/11/2022
A partir da segunda metade do século XX, o mundo presencia a 3° Revolução Industrial, período de maior e mais rápida evolução das tecnologias informacionais. Nesse curto espaço de tempo, o rádio, a televisão, o computador se fizeram presentes nas residências. Tais fatos impactaram fortemente a rotina das crianças ao longo de todo planeta. Sendo assim torna-se evidente a importância de avaliar os resultados dessa tecnologia na saúde infantil e a dificuldade dos pais em orientar seu uso de forma equilibrada.
Em primeira análise, é essencial analisar como o uso desenfreado de celulares, “tablets” e similares afetam a saúde da juventude. Na Grécia antiga, Hipócrates, o “pai da medicina”, já declarava que o corpo humano foi desenvolvido para estar em frequente movimento. Entretanto, tal constatação não é respeitada, principalmente nos centros urbanos, pois, é frequente nas escolas e em seus lares, que a presença dos jogos de celulares e aplicativos de mensagens sejam um substituto de brincadeiras, as quais envolvam mobilidade com ativação da vários músculos, tendo como exemplo o futebol e o queimado. Dessa forma, tal situação está associada a obesidade infantil, o qual é fator de risco para doenças como hipertensão e diabetes. Portanto, é de suma importância repensar seu uso social.
Ademais, os pais, sentem-se, desnorteados em como ofertar uma via alternativa para seus filhos mudarem seus hábitos sedentários. Entretanto, o debate vai além de apenas privar o uso de equipamentos eletrônicos, visto que, na atual sociedade, quem não está digitalmente inserido, tem dificuldades com as pesquisas do colégio e até mesmo pode ser excluído do ciclo de amizades. Logo, envolver as crianças numa rotina equilibrada, sem excessos e vícios tecnológicos, é mister para um desenvolvimento psicossocial saudável.
Em síntese, fica clara a necessidade de reverter este desregulado uso que afeta negativamente a saúde infantil. O Governo Federal, através do Ministério da Educação, deve elaborar um projeto que promova maior adesão de práticas esportivas coletivas, por meio de maior oferta de quadras e equipamentos esportivos nos bairros, sempre com a participação de educadores físicos espe- cialistas em pedagogia. Assim, teremos um século com menos doenças evitáveis.