O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 08/02/2023

Para Zygmunt Bauman, célebre sociólogo pôlones, a sociedade comtemporânea, vive hoje um fenômeno conhecio como “Modernidade Líquida”, que consiste em um corpo social apresentar comportamentos movidos pelo imediatismo, individualismo e consumo. A crítica do intelectual vai ao encontro do impacto que a exposição a telas causa no desenvolvimento infantil, uma vez que, vítimas da máxima “consumo, logo existo”, as crianças são hiperestimuladas com informações, comprometendo seu desenvolvimento cognitivo. Nesse prisma, destaca-se também o revés da obesidade, causada pelo sedentarismo, subconsequente do uso exacerbado de telas.

Nessa lógica, é importante destacar que, no início da vida, é primordial que o conhecimento seja obtido através de estímulos sensoriais. Para Tania Terpins, psicoterapeuta, a superexposição a conteúdos na internet, não apenas compromete a capacidade de desenvolver a criatividade e cognição, como também expõe as crianças a hiperssexualização em redes sociais, pornografia, e estímulos que distorcem a realidade, tornando a vítima solitária, sedentária e passiva.

Além disso, é notório como o impasse da obesidade tem se tornado comum, produto do sedentarismo, a corpulência atinge cerca de setenta milhões de crianças no mundo, segundo a OMS. Desse modo, é imprescindível analisar como os comportamentos descritos por Bauman podem comprometer a saúde infantil.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter a adversidade associada ao uso em excesso de telas. Assim, cabe ao Governo Federal, estimular através de projetos psicossociais a forma como crianças são negligenciadas quando expostas aos aparelhos excessivamente , e como cabe aos responsáveis administrar isso. Somente assim, se tornarão jovens saudáveis, extinguindo o óbice do consumo exorbitante de telas.