O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 28/02/2023

Segundo o filósofo John Locke, o ser humano é uma folha em branco que vai sendo preenchida com a experiência. Nessa direção, nota-se que a exposição a telas afeta negativamente o desenvolvimento infantil, tendo em vista que o comportamento é moldado pelo ambiente. Diante disso, cabe analisar os fatores que o origina: a normalização do assunto e a ignorância das consequências.

Dessa forma, em primeira análise, observa-se que a postura de aceitação sobre o uso excessivo das telas é um entrave. Nesse sentido, o hábito de colocar a criança em frente à TV para poder fazer outras atividades domésticas repercute no desenvolvimento cognitivo. Assim, o infante não aprimora as habilidades sociais comunicativas, tendo em vista que os responsáveis possuem uma visão de normalidade sobre o contato com a tecnologia. Logo, urge modificar esse cenário ultrajante e maléfico.

Em consonância, vê-se que a ignorância sobre o impacto das telas, também se revela como um desafio. Nessa perspectiva, vale ressaltar que, de acordo com o matemático Isaac Newton: “O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano”. Isto é, o efeito das telas sobre o indivíduo ainda é pouco explorado e pode acarretar em comportamentos negativos, como o não desenvolvimento cognitivo, visto que há pouca interação com o meio. Dessa maneira, a falta de reflexão sobre as consequências precisa ser modificada, uma vez que influencia negativamente na conduta humana.

Portanto, fica claro que as telas afetam o desenvolvimento infantil, quando há uma exposição excessiva. Sendo assim, os responsáveis poderiam regular o tempo de uso, por meio da substituição desse hábito por brincadeiras lúdicas, com a finalidade de evitar a instalação de comportamentos que degeneram a habilidade social. Além disso, o Ministério da Educação somaria com a implementação de conteúdos tecnológicos nas instituições de ensino, buscando esclarecer o manuseio adequado para cada fase da vida. Nessa direção, por fim, a sociedade caminhará em direção a um contexto benéfico ao indivíduo, uma vez que a condição supramencionada por Locke, a folha em branco, será preenchida com responsabilidade comportamental.