O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 04/04/2023

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, é recomendado que crianças de até 2 anos não tenham nenhum contato com telas. Entretanto, tal conselho não sido seguido por grande parte da população e, por isso, notam-se os impactos da exposição a telas no desenvolvimento infantil. Nesse sentido, os danos devem ser discutidos, sendo que eles variam desde a obesidade até a desregulação do sono.

A princípio, torna-se importante entender que a utilização abusiva de telas tem aumentado o casos de sobrepeso. Por exemplo, observa-se em um dos episódios do documentário “Quilos Mortais”, uma menina muito acima do peso, pois ela não gostava de praticar esportes. Assim, fica claro que quando uma criança é criada tendo em suas mãos celulares, que são um meio de divertimento confortável, sem nenhum gasto de energia, ela não irá optar, na fase adulta, por atividades que exijam esforço físico, o que leva a um quadro de obesidade.

Ademais, é necessário compreender que o contato exacerbado com celulares e computadores prejudica o ciclo de sono da criança e, por consequência, afeta o seu desenvolvimento. Para esclarecer, existe um hormônio chamado melatonina responsável pelo relógio biológico, ou seja, diferenciar dia e noite. Porém, a luz emitida pelos aparelhos supracitados inibe esse hormônio. Logo, o cérebro da criança não saberá a hora certa de dormir, de forma a atrapalhar a qualidade do sono, o que implicará em alterações negativas no desenvolvimento cognitivo.

Portanto, é imprescindível uma tomada de atitude. Dessa maneira, cabe aos responsáveis limitar o uso de telas, por meio de regras. Tais regras determinariam que a utilização de celulares seria somente autorizada após o cumprimento de atividades prioritárias -como as escolares- e, também, com um horário estipulado, a fim de que diminuam os impactos referentes ao uso de telas na infância.