O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 27/06/2023
O filme “Toy Story”, da Pixar, aborda um cenário no qual a infância era marcada por brincadeiras e imaginação. Infelizmente, fora da ficção, muitas crianças abandonaram essas práticas diante do avanço tecnológico. No contexto contemporâneo, a exposição a telas gera impactos negativos no desenvolvimento infantil. Isso é fruto da negligência familiar, fator que prejudica as capacidades motoras e sociais desse grupo. Assim, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura.
Primordialmente, vale ressaltar que a indiferença parental diante do cenário nocivo atual de exposição das crianças a telas se revela como um agravante do panorama vigente. Segundo Talcott Parson, sociólogo estadunidense, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Na linha de raciocínio do autor, é notória a relevância da influência dessa esfera social sobre o grupo de menor idade, que é constantemente submetido a tecnologias em um nível prejudicial e perdem o interesse por atividades recreativas benéficas. Assim, evidencia-se a urgência de alteração do posicionamento familiar para assegurar a segurança destes.
Em segundo plano, é válido destacar que frente a este parâmetro atual as capacidades motoras e de interação social das crianças são comprometidas. No Naturalismo, movimento artístico do século XIX, o termo “determinismo” designa que o homem é o produto do meio no qual se encontra. Nesse viés, diante da reclusão e da carência de brincadeiras que geram o desenvolvimento físico e psicológico, muitos têm seu progresso prejudicado, fator que acarreta em adultos comprometidos. Logo, urge a necessidade de mudança do contexto vigente.
É evidente, portanto, a existência de obstáculos para garantir a solidificação de políticas públicas que visem o fim dos impactos negativos gerados pela exposição a telas. Por esta razão, compete ao Governo Federal- órgão responsável pela manutenção em escala nacional- a realização de palestras nas instituições escolares, com o apoio de psicólogos, para abordar os riscos desses hábitos. Isso deve ser feito por meio de verbas governamentais, a fim de instruir acerca dos prejuízos acarretados. Feito isto, a problemática será amenizada e as crianças voltarão a brincar e imaginar como em Toy Story.