O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 25/07/2023
Na série “O Menino Maluquinho”, o protagonista da história, que é uma criança, entra em colapso após o uso exacerbado de aparelhos tecnológicos. Nesse contexto, nota-se a exemplificação dos impactos causados no desenvolvimento infantil devido à exposição a telas. Sendo assim, tem-se a negligência familiar como um dos desafios para tal problemática, bem como o aumento da compulsão alimentar infantil como um dos principais efeitos.
Sob esse viés, vale ressaltar o descaso familiar como um dos vetores desse impasse. Conforme a filósofa Hannah Arendt, a banalização do mal é a explicação da existência de tantos problemas enraizados na sociedade. Com isso, percebe-se que isso se justifica com a negligência dos pais e responsáveis em proibir ou impor limites aos seus filhos quanto ao uso das telas. Logo, isso leva ao aparecimento de consequências negativas que vitimizam o desenvolvimento da criança, como também retiram dela a possibilidade de uma infância saudável.
Outrossim, pode-se citar como um dos principais efeitos da excedente utilização dos aparelhos tecnológicos, o aumento da vulnerabilidade dessa criança a dilemas, como a compulsão alimentar. De acordo com um estudo feito pela Universidade de Toronto, crianças com idade entre 9 e 10 anos que passam muito tempo em frente a telas apresentam maior risco de desenvolver compulsão alimentar um ano depois. Dessa forma, tal consequência pode provocar resultados negativos tanto para a saúde física, quanto para a saúde mental desse menor.
Depreende-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para que sejam minimizados os impactos da exposição de telas no desenvolvimento infantil. Para isso, a família, órgão responsável por ensinar valores e comportamentos sociais às crianças, deve se informar a respeito desse assunto, por meio de contatos com psicólogos e pedagogos, a fim de que esses venham a lhes orientar como usar os aparelhos tecnológicos apenas para benefícios. Por sua vez, o Ministério da Educação, órgão responsável pelas políticas públicas de ensino, deve orientar seus alunos a respeito de outras formas de brincar, por intermédio de palestras e workshops, com o objetivo de induzir essas crianças a se divertirem sem a tecnologia. Assim sendo, o colapso de “O Menino Maluquinho” ficará só na ficção.