O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 02/10/2023

Segundo sociólogo Bauman, vivi-se na Modernidade Líquida, a qual caracteriza-se pela fluidez das relações interpessoais, mesmo nas relações familiares. Nesse sentido, isso favorece a exposição das crianças as telas, o que impacta no desenvolvimento infantil. Assim, os pais devem assumir suas responsabilidades de cuidar e depois de controlar o acesso dos filhos as telas.

Em primeira análise, ainda consoante Bauman, a fragilidade das relações líquidas atinge também a relação de pais e filhos quando não é assumida a responsabilidade de proteção do menor. Sob esse prisma, essa superficialidade relacional afeta as famílias cujos pais trabalham em excesso e ficam longe de casa, o que desencadeia a utilização das telas como forma de entretenimento das crianças. Desse modo, se os progenitores não conseguem averiguar o que os seus filhos assistem, o desenvolvimento psicológico deles pode ser afetado, posto que eles ficam em situação vulnerável diante de um ambiente virtual que não têm controle e desprotegidos de eventuais danos cognitivos, então, descumprem suas responsabilidades enquanto guardiões. Logo, tal panorama afeta negativamente na educação e no desenvolvimento dos infantes.

Mediante isso, cabe aos genitores o controle do acesso às telas, tanto celular quanto televisão. Conforme essa premissa, ao adquirirem o domínio sobre o que seus filhos veem e ouvem conseguem salvaguardá-los da manipulação proveniente das mídias e ensiná-los a maneira segura de uso dessas tecnologias. Sendo assim, ao tomarem essa atitude podem auxiliar seus filhos a saírem do estado de Menoridade proposto por Kant, uma vez que nesse estado os sujeitos sociais necessitam de um tutor que conduza as suas ações. Entretanto, quando esses adultos não praticam essa ação, a criança abraça como tutor aquilo que vê. Por isso, cabe aos tutores legais terem acesso o que os pequenos fazem com as telas.

Portanto, o impacto da exposição a telas só será ruim no desenvolvimento infantil se os pais negligenciarem seus deveres de cuidado e controle. A esse respeito, o Ministério da Educação tem que orientar as famílias, por meio de campanhas anuais em escolas, a forma consciente e benéfica de explorar as telas, a fim de educar socialmente. Dessarte, com isso, os pequenos cidadãos estarão seguros.