O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 07/10/2023

Na obra “Fahrenheit 451”, é apresentado uma realidade utópica em que a sociedade desenvolve-se frente a telas de Televisores e computadores. Entretanto, o cenário fictício não se distancia da realidade contemplada atualmente, haja vista os inúmeros acessos, por parte da classe infantojuvenil, a exposição às telas tecnológicas. Tal obstáculo, torna-se potencializado pela inércia governamental frente ao problema, gerando a alienação infantil.

Primariamente, cabe analisar como a falta de ações, por parte do Estado, favorece a perduração da exposição ilimitada às telas. Segundo afirma Thomas Hobbes, filósofo contratualista, o governo deve promover, por intermédio da sua força legalizada, o melhor equilíbrio para a sociedade. Porém, de forma leviana para os representantes políticos, o tema não é pautado como um problema, notado pelo exposto no blog “G1”, onde a exposição escessiva as telas pelas crianças, só foi pontuada uma única vez, entre vários assuntos levantados, algo inaceitável em um mundo que busca ser igualitário, globalizado e sustentável.

Outrossim, com a ausência de medidas para o combate da problemática exposição à televisores, a alienação infantil frente à sociedade e cultura será perpetuada.Dados expostos pelo jornal " O Globo", a excessiva conexão entre a criança e a tecnologia, agrava e prejudica o desenvolvimento das crianças, tanto mental como social, corroborando o baixo desenvolvimento escolar, social e esportivo. Assim, com a diminuição do contato com outras crianças, a classe infantil tende a ser mais antissocial, agressiva e imparcial, afetando toda a sociedade que está ligada pelo bom convívio, honestidade e fatores sociais, algo inadmissível para países que respaldam - se em constituições que zelam pelo pleno desenvolvimento para todos os cidadãos, com direito a lazer, esportes e educação de qualidade.

Urge, portanto, ações que combatam o entrave hodierno. O Ministério da Educação, juntamente ao poder público, deve promover seminários, bienais e exposição a acervos associados ao espaço lúdico infantil, demonstrando um mundo longe da exposição excessiva às telas, contribuindo para o melhor aproveitamento cultural e social. Dessa maneira, o obstáculo será minimizado, não atrapalhando o desenvolvimento pleno de crianças e adolescentes.