O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 17/09/2024

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na pratica quando se observa o impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil, dificultando, deste modo, a universalização desse fator social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a analise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater problemas de visão. Nesse sentido, crianças que fazem o uso excessivo de telas podem causar um aumento do diâmetro anteroposterior do olho, resultando em miopia ou agravando o quadro de quem já tem o problema.

Ademais, é fundamental apontar a dificuldade de aprendizagem dessas crianças no Brasil. Segundo Maria Mello, coordenadora do programa “Criança e Consumo”, do Instituto Alana, ela nos diz que “Do ponto de vista do desenvolvimento, o excesso de telas pode gerar distúrbios de sono, cognitivos e de atenção, depressão, estresse e ansiedade, entre outros.”. Diante de tal exposto, é notório que com esses problemas causam dificuldade no aprendizado. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que a família e a escola, por intermédio de definir horários para o uso das telas, conversar com a criança e tenha um repertorio de brincadeiras para substituir as telas. A fim de reduzir o uso excessivo de telas por crianças.