O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 17/09/2024
Segundo o psicólogo Jean Piaget em sua teoria do desenvolvimento cognitivo,a importância das interações físicas e sociais para o desenvolvimento pleno da criança é indispensável e, de fato, se tornou algo que o uso indiscriminado de telas pode comprometer. Diversos estudos apontam que o tempo prolongado em frente a dispositivos eletrônicos pode afetar negativamente aspectos cognitivos, sociais e emocionais das crianças.
Em primeira análise, crianças pequenas que estão em fase crucial de formação de habilidades como linguagem, coordenação motora e raciocínio, podem ter dificuldades em separar interações reais por estímulos digitais, que oferecem entretenimento imediato, mas pouco desenvolvem capacidades de atenção e concentração. De acordo com dados do IBGE, em 2019, mais de 80% das crianças de 10 a 14 anos no Brasil já possuíam acesso à internet, o que deixa claro a grande presença da tecnologia na vida infantil.
Ademais, o desenvolvimento social é igualmente afetado. Crianças que passam muito tempo nas telas têm menos oportunidades para interagir socialmente, o que compromete a aprendizagem de sentimentos como empatia, cooperação e resolução de conflitos. O contato com outras pessoas e com o mundo real é fundamental para o aprendizado dessas competências. Por outro lado, é inegável que o uso moderado e supervisionado de tecnologia pode trazer benefícios, como o acesso a conteúdos educativos e ferramentas que estimulam a criatividade. É notório que a chave está no equilíbrio e no monitoramento por parte dos pais e responsáveis.
Em conclusão, é necessario que seja encontrado um meio termo entre as telas e outras atividades que promovam um desenvolvimento mental, cognitivo e físico dessas crianças, como brincadeiras ao ar livre e que tragam interações sociais ou jogos de lógica que treinam o raciocínio.