O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 11/09/2024

O primeiro celular do mundo com internet foi o Nokia 9000 Communicator. O aparelho, lançado em 1996, era capaz de gerenciar e-mail, navegar na internet, escrever e ainda por cima mandar um fax. Chegando no Brasil no mesmo ano do seu lançamento. Com o aprendizado remoto, o cancelamento dos esportes juvenis e o isolamento social, as crianças estão atualmente expostas a níveis sem precedentes de tempo de tela. Como os impactos da exposição a telas, a redução da capacidade motora e o aumento da compulsão alimentar são alguns deles.

Em consequência disso, é possível notar que o uso excessivo de mídia de tela aumentou o risco de as crianças apresentarem habilidades motoras pobres. A Pesquisa realizada pelo Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp), mostrou que mais de 55% das crianças avaliadas faziam as refeições assistindo televisão, e 28% passavam longos períodos utilizando mídias de tela. O aumento do risco de comprometimento se justifica pelo fato de que a infância é um período crucial para o desenvolvimento motor e cognitivo e é significativamente influenciada pelo ambiente.

Crianças que passam muito tempo em frente a telas têm maior probabilidade de desenvolver transtorno de compulsão alimentar periódica um ano depois. Esse transtorno é caracterizado por episódios recorrentes de consumo excessivo de alimentos, com sensação de perda de controle. Durante esses episódios, a pessoa come grandes quantidades de comida em pouco tempo, muitas vezes sem perceber a quantidade e qualidade do que está ingerindo. O envolvimento intenso com o que está sendo assistido pode levar a uma alimentação descontrolada, aumentando o risco de problemas alimentares e compulsão.

Em conclusão, a exposição excessiva a telas durante a infância pode ter impactos significativos no desenvolvimento das crianças, influenciando não apenas seus comportamentos alimentares, mas também seu desenvolvimento cognitivo e emocional. O uso prolongado de dispositivos digitais está associado a riscos como transtornos alimentares, redução da atenção e dificuldade na interação social. Para mitigar esses efeitos, é fundamental que pais e educadores estabeleçam limites saudáveis e promovam atividades diversificadas.