O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 16/09/2024
No drama brasileiro “As Aventuras de Poliana” é retratada a vida da personagem Filipa, uma criança, que ao ser exposta frequentemente nas mídias socias, começa a moldar suas características para agradar seus seguidores nas mídias, o que gera efeitos negativos no seu meio social e cognitivo. Desse modo, ao sair da ficção, é possível observar tais impactos na realidade das crianças brasileiras, como a negligência parental na supervisão de seus filhos ao usarem as telas e o decaímento das interações socias na infância.
Diante deste cenário, é perceptível que a figura parental exerce suma importância no desenvolvimento da criança usuária de telas. Na obra literária “Bem Vindo à Vida Real” mostra a vida de vários jovens, que por não terem sido assistidos durante a infância, se tornaram escravos da tecnologia. Dessa forma, se torna necessário as crianças, por ainda não possuírem a capacidade de discernimento, o auxílio e vigilância constante por parte de seus responsáveis.
Outro fator existente é a diminuição das interações socias infantis nas atividades de lazer. Na obra musical brasileira “Todo Mundo Deve Ser Mais Criança”, do grupo musical Belli e Sua Turma, relata o jeito leve de ser das crianças com suas brincadeiras tradicionais, como amarelinha e queimada. Entretanto, com a introdução das telas nos primeiros anos de vida, essa realidade se torna utópica, pois os jogos eletrônicos oferecidos pelo meio tecnológico se tornam mais atrativos.
Diante dos fato mencionados medidas devem ser tomadas para mitigar tais problemáticas. Urge que o Ministério da Educação juntamente ao Ministério da Saúde, realizem uma força tarefa que promova eventos abertos ao público com o intuito de apresentarem aos responsáveis de crianças sobre os prejuízos que o uso exagerado de telas pode causar ao desenvolvimento infantil, além de, Junto com o Ministério Legislativo, redigirem uma lei que conceda, em todas as escolas brasileiras, uma aula voltada para a atividade física e interação infantil, com a apresentação de brincaderias tradicionais sem o uso de meios tecnológicos. Assim, fazendo com que realidades com a de Filipa fique apenas na ficção.